• Renato Martins

Festival Funk Sp – Final


Neste ultimo domingo, 16/09/2012, roulou a final do Festival Funk Sp, que promovia novos talentos do funk a comporem músicas com tema da paz, em função das mortes dos mc’s que rolaram na baixada santista. O vencedor do concurso ganhará um vídeo do diretor kondzilla totalmente na faixa, e nós estávamos lá para cobrir o evento.

Um domingo ensolarado na zona sul, Capão Redondo, e aos poucos o público começa a se dirigir ao palco montado numa praça local. Em meio ao som, o narrador sempre lembra o publico das atrações que virão em seguida, Mc Guime e Mc Dedê, e que a festa rolaria até as 22h!

Antes de começar a festa, muita animação com o dj começando o festival com clássicos do funk, como rap do silva, rap da felicidade, mc primo, e dizendo que os mc’s deviam se inspirar neles e produzir um funk melhor. A campanha, o Funk pede a Paz, ganhou força após o trágico incidente que ocorreu neste ano com a morte de 3 mc’s na baixada santista. Mc dedê, em protesto, fez uma músca pedindo a paz no funk, e no festival o espirito era esse.


Os candidatos iam subindo um a um e fazendo seu protesto em favor da paz e menos violência. Letras conscientes relatavam o dia-a-dia de cada um e o modo como eles viam a violência.

Um dos organizadores do evento, Allan Silva, 22, conta que teve a ideia de criar o festival após ir numa palestra sobre o funk e assistir ao documentário Funk da CT, mostrando o ‘permitidão da zona leste’ e seus festivais. Ele gostou da ideia e queria fazer o mesmo na zona sul, mas não sabia como concretizar a ideia. Após algumas conversas, conseguiu realizar o festival  com apoio da prefeitura e do governo do estado.


Sua sonho conseguiu se transformar em rimas de vários mc’s e influência a nova molecadinha que esta entrando neste mundo do funk. Com isso, ganha maior aceitação entre os pais das crianças, que já crescem ouvindo funk: As letras agora, ajuda na criação das crianças. Diz Adriana, 32, mãe de 3 filhos que escutam funk e moradora local.

Não só isso, o já consagrado dj e produtor Tecyo Queiroz, 26, diz que a iniciativa é ótima para todo o cenário musical. “Isso ajuda para a moral do funk contra o preconceito do funk falar de drogas e apologias”. O dj diz que não toca nenhuma música que faça apologia a algum tema e ainda conta que já produziu uma música em favor da paz, a Ve se te Cuida – Mc Dede.

Com toda essa agitação de um festival, os jurados tiveram trabalho para eleger o vencedor do festival. Mais de 80 mc’s inscritos foram se classificando, até virem 20 para a final e só um se consagrar campeão. Kondzilla, Guto de Almeida e Iago (coletivo Arte sem Limite) contam que uma iniciativa como essa ajuda toda uma cena e uma cultura.


(Iago, Guto de Almeida e Konzilla)

Mesmo o festival sendo da paz, poucos mc’s estavam vestindo a camiseta da paz, como camisetas brancas ou mensagens. Correntes de ouro, oculus de marca, Camisetas de Grifes e tennis que mostram sua ostentação eram uniforme para os mc’s que buscavam o primeiro lugar, mas isso não diminuiu o espirito do festival que elegeu o Mc Thiaguinho do Grajau como campeão.

O funk na caixa estimula outras iniciativas que apoiem a cultura do funk e a melhoria do cenário. Mostrar o funk como ele é realmente é, e desmistificar mitos sobre essa cultura. Em dezembro, rola o Rio Parada Funk, segunda edição, e estaremos lá para cobrir também, em mais uma manifestação do funk.


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