• Renato Martins

As propostas para o funk dos candidatos à prefeitura de São Paulo

Falamos com os candidatos que mostraram a opinião, o que já fizeram e o que mais vão fazer.

Neste domingo (15) acontece a eleição no Brasil. Neste ano serão eleitos prefeitos e vereadores por todo o país. Após a tragédia de Paraisópolis, em 2019, onde nove jovens foram mortos na saída de um fluxo de rua, ficou clara a necessidade do funk ter um representante junto ao governo para lutar por direitos e criar um diálogo maior com o estado. Por conta disso, o Funk na Caixa conversou com os candidatos à prefeitura para entender as propostas para o funk.


Para a prefeitura de São Paulo concorrem ao todo 13 candidatos. Procuramos todos os partidos e candidatos com 20 dias de antecedência da matéria. Enviamos email para os contatos das redes sociais e sites, e também enviamos mensagem nos grupos de whats app. Confira as respostas abaixo:


Bruno Covas - PSDB - 45

Vice: Ricardo Nunes

Quem é:

Atual prefeito de São Paulo, foi eleito como vice do João Dória, em 2016, até que assumiu o cargo em 2018 quando Dória saiu da prefeitura para concorrer ao governo do estado de São Paulo. Foi deputado estadual de SP por duas vezes consecutivas (2007-2010 e 2011-2015), sendo que no segundo mandato assumiu a secretaria do Meio Ambiente do governo Alckmin. Em 2015 se elegeu deputado federal até que em 2016 saiu do cargo para concorrer junto ao João Dória como vice à prefeitura.


Qual a sua visão em relação ao funk?

Eu respeito o funk, um estilo musical que nasceu nas periferias, onde as pessoas expressam e cantam a sua realidade. Este gênero ultrapassou barreiras, levando a voz das comunidades para outras classes sociais. A cidade de São Paulo reúne uma grande diversidade cultural de todos os ritmos e gêneros musicais e o funk é uma dessas expressões. Mas é importante destacar que os bailes funks devem acontecer em lugares fechados - que tenham todos os itens de segurança para seus frequentadores - com horário para começar e para terminar.


Quais as suas propostas para o movimento Funk em São Paulo? O que o seu partido (ou coligação) já fez em prol do funk?

Esta é uma gestão que respeita e valoriza as mais variadas manifestações culturais, sem preconceitos, voltadas para todas as classes sociais. Desde espetáculos como Cirque du Soleil, às artes que representam a cultura popular - como as escolas de samba, os blocos e o desfile de Carnaval. Sabendo da importância que o funk representa, sobretudo para os jovens que moram na periferia, a Prefeitura de São Paulo realizou a 1ª edição do Festival Funk da Hora que apresentou o contexto musical e as tendências relacionadas à cultura funk, sua importância e seus desdobramentos na sociedade atual. O evento foi realizado no Centro de Formação Cultural, na Cidade Tiradentes (extremo da Zona Leste) e teve as presenças de Tati Quebra Barraco, MC Carol e MC Xuxu. Na 2ª edição do Festival Funk da Hora realizada em janeiro deste ano, durante as comemorações do aniversário de São Paulo, a Prefeitura realizou shows em três regiões da Zona Sul: no Centro Cultural do Grajaú (Zona Sul) com MC Lan; em Heliópolis com o paulistano MC Kekel, e em Paraisópolis com o carioca Nego do Borel. Quero destacar que por conta da pandemia, as atividades foram suspensas.


O que pode ser melhorado para evitar tragédias como a de Paraisópolis em 2019?

Lamentamos profundamente essa tragédia. Em um próximo mandato, vamos continuar investindo na construção de equipamentos públicos culturais e esportivos para que os jovens da periferia tenham espaço para se divertir e expressar toda a sua arte.


E pensando nos jovens que vivem nos bairros mais distantes, criamos as Teias, que são os espaços de co-working que oferecem ao jovem da periferia a mesma infraestrutura que tem o jovem da Faria Lima e da Berrini. Por meio da economia criativa, queremos criar novos mercados de trabalho para os jovens da periferia nas áreas de cultura, da gastronomia, da dança, dos games, das startups que são grandes setores que fazem o diferencial da cidade de São Paulo.


Marina Helou - Rede Sustentabilidade - 18

Vice: Marco Dipreto

Quem é: Formada em administração, está no primeiro mandato de deputada estadual em São Paulo. Foi eleita com 39.839 mil votos e tem como prioridades de governo a Primeira Infância, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Prevenção de Homicídios na Adolescência e mais mulheres na política.


Qual a sua visão em relação ao funk?

O funk é uma manifestação artística e cultural, forma de expressão e de lazer, que deve ser reconhecida como legítima. Assim como o Estado valoriza e incentiva diferentes formas de manifestação cultural, com o funk não deve ser diferente. Somos contra qualquer tipo de estigmatização preconceituosa e de criminalização de manifestações populares, que recentemente atacam a cultura do funk.


Além disso, é importante observar que o funk não é uma manifestação cultural qualquer, mas sim uma manifestação que tem origem em grupos que são historicamente marginalizados e criminalizados na nossa sociedade (principalmente as camadas negras, pobres e periféricas). Nesse caso, a necessidade de reconhecimento do funk enquanto manifestação cultural torna-se ainda maior, pois estamos falando sobretudo de uma valorização por parte daqueles que mais sofrem preconceitos.


Valorizar o funk também é valorizar a cultura negra e periférica da cidade.


Quais as suas propostas para o movimento Funk em São Paulo?

A Prefeitura, por meio das suas diferentes secretarias, mas principalmente com relação à Secretaria de Cultura, tem um importante papel na valorização do funk e deve garantir condições para a liberdade de expressão e de lazer.


As periferias da cidade possuem poucas oportunidades de lazer e a minha proposta de descentralizar a cidade, levando oportunidades e serviços para todos os bairros da cidade, inclui a necessidade de garantir essas oportunidades nos bairros mais afastados do centro.


Em muitos lugares o funk ocupa exatamente esse lugar de oferecer uma oportunidade de lazer, sendo que essa manifestação, não pode, em hipótese alguma, ser criminalizada e reprimida.


Além disso, o funk precisa ser visto como uma oportunidade de geração de emprego e de movimentação da economia local, o que reforça a necessidade de sua valorização pela prefeitura.


Portanto, minha proposta enquanto prefeita é valorizar o funk como manifestação cultural e geradora de renda justamente para quem mais precisa, garantindo um ambiente seguro para a sua prática.


O que o seu partido (ou coligação) já fez em prol do funk?

A Rede Sustentabilidade traz no seu jeito de ser, entre os seus princípios e valores, a riqueza da diversidade. Entender e respeitar a diversidade - em palavras e ações - pressupõe reconhecer o significado da também da diversidade geracional.


Por isso, o partido valoriza e incentiva as diversas manifestações culturais, principalmente aquelas que contam com participação dos jovens.


O que pode ser melhorado para evitar tragédias como a de Paraisópolis em 2019?

Precisamos ter uma política construída em parceria com a comunidade, para uso compartilhado de espaços públicos. Eventos semelhantes ao que ocorreu em Paraisópolis em 2019 acabam em situações de violência institucional porque a mediação e negociação não deram certo. E nesses casos o poder público enxerga que o uso da força policial é a melhor alternativa. Não pode ser assim.


Experiências internacionais apontam que as negociações do uso do espaço público tem que ser negociadas, mediadas. Autoridades públicas e autoridades locais precisam sentar juntas para definir o uso destes espaços, seja para uma festa, para uma atividade cultural ou para manifestações. É necessário definir de forma compartilhada regras para a realização desses eventos, garantindo que tudo ocorra com respeito e segurança.


O uso da força policial só deve ser acionado em último caso, na hipótese de descumprimento destes acordos. Obviamente essa intervenção deve respeitar uma política progressiva do uso da força policial e todos os demais protocolos de segurança, jamais da forma como foi feito em Paraisópolis.


Andrea Matarazzo - PSD - 55

Vice: Marta Costa


Quem é:

Andrea Matarazzo possui uma carreira de quase 30 anos de experiência na política passando por diversos cargos. Em São Paulo atuou como secretário de cultura entre 2010-2012 no governo do Alckmin, foi eleito vereador de São Paulo em 2012 (o segundo mais votado no Brasil) e concorre pela segunda vez a prefeito da capital paulista. Foi secretário das subprefeituras entre (2007-2009) e subprefeito da Sé (2005-2007).


Qual a sua visão em relação ao funk?

Para mim é uma manifestação cultural, como diversas outras, que têm muita presença na periferia. O que nós temos de fazer é dar condições de o jovem se especializar, praticar e usar depois o funk para geração de renda.


Quais as suas propostas para o movimento Funk em São Paulo?

Vamos retomar o que fizemos entre 2007 e 2009, quando implantamos dez Fábricas de Cultura. Instalamos essas Fábricas de Cultura nas regiões mais vulneráveis da cidade, com opções de atividades e que respeitavam os desejos dos jovens locais, como workshops MCs e oficinas de DJs. Dali saíram muitos MCs e DJs para diversos estilos musicais, inclusive o funk. O que o jovem precisa é ter alternativa e o poder público pode oferecer alternativa para ele.


O que o seu partido (ou coligação) já fez em prol do funk?

Um exemplo do que nós fizemos: quando estivemos na secretaria de Subprefeituras e na secretaria de Cultura, a região de Cidade Tiradentes tinha um grande problema com pancadões e crime organizado. Nós chamamos os jovens e combinamos com eles de fazer o que eles mesmos chamaram de “Permitidões”. A prefeitura escolheu um lugar de comum acordo com eles, organizou junto com eles os bailes funk em horários também pré-determinados, ficando responsável pelo palco e estrutura. E os jovens entraram com a música e o talento.


O que pode ser melhorado para evitar tragédias como a de Paraisópolis em 2019?

Um exemplo do que nós fizemos: quando estivemos na secretaria de Subprefeituras e na secretaria de Cultura, a região de Cidade Tiradentes tinha um grande problema com pancadões e crime organizado. Nós chamamos os jovens e combinamos com eles de fazer o que eles mesmos chamaram de “Permitidões”. A prefeitura escolheu um lugar de comum acordo com eles, organizou junto com eles os bailes funk em horários também pré-determinados, ficando responsável pelo palco e estrutura. E os jovens entraram com a música e o talento.


Guilherme Boulos - PSOL - 50

Vice: Erundina

Quem é:

Professor e ativista político, Boulos saiu como candidato à presidência em 2018. Concorre a prefeitura de São Paulo pela primeira vez e tem como histórico de atuar no Movimento Trabalhadores Sem Teto (MTST).


Qual a sua visão em relação ao funk?

Acreditamos que o funk é uma manifestação cultural fundamental, que deve ser valorizada e incentivada pelo poder público. Funk é cultura e deve ser tratado assim pelo Estado. Assim como o samba e a capoeira já foram tratados com preconceito e até proibição, o funk ocupou também esse local por ser uma manifestação cultural periférica.


Quais as suas propostas para o movimento Funk em São Paulo?

O compromisso que assumimos é no sentido de reconhecer e afirmar o funk como cultura e, nesse sentido, alocar investimento público ao movimento, com participação, por exemplo em editais, o que inclusive já é previsto no nosso programa de cultura. Além disso, o movimento terá papel central para pensar as pautas que devem ser implementadas e dialogadas, em sintonia com a política de participação popular do nosso Governo, que permitirá ao movimento debater e deliberar sobre o orçamento e as prioridades políticas da área da cultura.


O que o seu partido (ou coligação) já fez em prol do funk?

O PSOL reconhece o funk como cultura e luta para que esta visão seja aceita em toda a sociedade. No Rio de Janeiro, por exemplo, a lei que reconhece o funk como cultura, e é um marco importante, foi uma articulação do PSOL. Aqui em SP temos algumas iniciativas legislativas no mesmo sentido, mas há muito entrave no legislativo para a pauta. Temos relação orgânica com diversos coletivos do funk e estamos em várias articulações do setor.


O que pode ser melhorado para evitar tragédias como a de Paraisópolis em 2019?

Paraisópolis foi um grande marco na cidade de SP, de um caso de abuso e violência policial. Sob a justificativa da coibição dos bailes funks, através da denominada “operação pancadão”, se realizou um extermínio de nove jovens, com graves violações de direitos humanos.


No nosso programa apresentamos a necessidade da prefeitura intermediar o diálogo entre a comunidade e os organizadores dos bailes para conseguir a realização das atividades dentro de uma dinâmica respeitosa para todos.


Márcio França - PSB - 40

Vice: Antonio Neto

Quem é:

Ex-governador de São Paulo, Márcio França começou a carreira política na Baixada Santista. Foi vereador e prefeito de São Vicente. Se elegeu deputado federal em 2006 e em 2010, quando em 2011 se licenciou para assumir a secretaria de Esporte, Lazer e Turismo do governador Geraldo Alckmin. Em 2015 foi eleito vice-governador de SP e assumiu o cargo em 2018, quando Alckmin renunciou ao cargo. Foi candidato a governador de SP em 2018 chegando ao segundo turno.


Qual a sua visão em relação ao funk?

É preciso respeitar as manifestações culturais que vêm de todas as esferas da sociedade paulistana. É inegável que o funk, nascido no Rio de Janeiro e retrabalhado na Baixada Santista, também tem suas raízes na periferia de São Paulo. Vejo com bons olhos qualquer tipo de manifestação cultural que aglutine os jovens no bom caminho, dá voz a essa população, escancarando nossas mazelas, entre elas a falta de oportunidade de trabalho, educação e cultura para esses jovens. Nosso governo terá diálogo constante com esse segmento artístico. Só o diálogo é capaz de criar um convívio harmônico.


Quais as suas propostas para o movimento funk de São Paulo?

Minha meta é dobrar os investimentos em esportes e cultura em São Paulo. São duas áreas que podem devolver rapidamente a autoestima das pessoas. Como nós vamos precisar de aulas aos finais de semana, vamos precisar de todos os clubes abertos com ajuda da prefeitura para poder ter esporte e cultura para todo mundo. Venho me encontrando com lideranças de movimentos periféricos, e o que vemos é que as pessoas estão cansadas de ver os investimentos sendo feitos apenas naquilo que está ligado às manifestações culturais da elite. O movimento do funk, do hip hop, do forró, das manifestações populares mais diversas, terão voz e vez no nosso governo.


3O que o seu partido já fez em prol do funk?

Quando governador do Estado, criei sete unidades das Escolas de Técnicas de Economia Criativa (ETECRIS). Nelas, desenvolvemos cursos gratuitos de Food Styling Gastronomia, Grafite, Recreacionista, Técnicas de Design de Moda e Vitrinista. Abrimos 1.140 vagas, distribuídas entre os municípios de Campinas, Lençóis Paulista, Presidente Prudente, São Bernardo do Campo, Santos e São Vicente. Eram espaços inovadores de ensino que disponibilizavam cursos de qualificação profissional voltados à economia criativa com foco para a população jovem das periferias. Os cursos tinham carga horária de 160 horas, distribuídas por cerca de três meses, com metodologia ativo-participativa por meio de dinâmicas de grupo e exposição dialogada, complementada com material didático e vídeo institucional. Infelizmente, em vez de dar continuidade e ampliar nosso projeto, o atual governador acabou com ele.


O que pode ser melhorado para evitar tragédias como a de Paraisópolis?

Pretendo organizar a realização de bailes funk de modo a que tanto os adeptos dessa importante expressão artística quanto moradores vizinhos sejam contemplados em seus plenos direitos. À medida em que o baile atravessa a madrugada e gera queixas de quem se sente aviltado em seu direito ao descanso, é importante a busca de soluções que resolvam o impasse. Como minha trajetória de vida, há quase 40 anos no mesmo partido, é marcada por conciliações e busca de consensos, acredito ser possível chegar a um denominador comum capaz de garantir o direito de quem precisa descansar, mas sem que isso implique em criminalizar um movimento cultural. É importante ainda o prefeito contar com uma GCM treinada para fazer mediações comunitárias, democráticas, e não reprimir expressões culturais. Hoje, o que o prefeito faz é lavar as mãos para essa situação. Comigo no governo, haverá não somente uma pacificação sobre o tema, como oportunidades de renda aos jovens das comunidades. Um bom líder precisa possibilitar diferentes canais de esperanças.


Antônio Carlos - PCO - 29

Vice: Henrique Áreas

Quem é:

Antonio Carlos é professor de matemática. Nasceu no Rio de Janeiro, comandou a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e também participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT). Fundou o PCO e também dirigente do partido.


Qual a sua visão em relação ao funk?

Manifestação cultural de origem negra e típica de setores oprimidos e marginalizados na nossa sociedade, o funk vem sendo alvo (como toda cultura popular) de um intenso processo de perseguição por parte da direita e extrema direita que visam polir todo tipo de manifestação cultural da população pobre e negra (como no caso da proibição dos Bailes funks, das torcidas de futebol etc.). Nós do PCO, lutamos pela mais ampla liberdade de organização e manifestação do povo trabalhador e da juventude e, por isso, nos colocamos totalmente contrário a esta ofensiva. Eles querem que o povo pobre e negro “fique em casa” e só saia de lá para trabalhar, que morra em casa e em silêncio, sem se manifestar, sem lutar, pelos mais variados meios, como é o caso das suas expressões culturais.


Quais as suas propostas para o movimento Funk em São Paulo?

Defendemos a luta por um governo da própria população, em sua maioria pobre e negra, um governo dos trabalhadores, dos conselhos populares. São eles que devem ditar a política cultural da cidade e não a elite, os empresários capitalistas que controlam todo o orçamento público. Defendemos que todas as manifestações culturais do povo sejam apoiadas e subsidiadas pelo poder público, com os recursos dos impostos pagos pelos trabalhadores que são usados apenas para encher os cofres do bancos e grupos privados, inclusive, do setor cultural. É preciso organizar esse movimento, de forma independente, para lutar contra a repressão e a ofensiva do Estado contra a cultural popular.


O que o seu partido (ou coligação) já fez em prol do funk?

O PCO é um combatente na defesa dos direitos democráticos do povo trabalhador e se colocou sempre contra a repressão e favor da liberdade de manifestação ligados a cultura popular (confira em causaoperaria.org.br).


O que pode ser melhorado para evitar tragédias como a de Paraisópolis em 2019?

É preciso organizar uma frente dos movimentos culturais, do movimento negro, das organizações de luta dos explorados contra a repressão. Lutar pela dissolução da PM (uma máquina de guerra contra o povo negro) e de todo o aparato repressivo. É preciso criar comitês de autodefesa armados para garantir o direito de autodefesa dos trabalhadores e da juventude, principalmente da periferia. De nada vale a demagogia de setores (inclusive da esquerda) que dizem que vão humanizar estas corporações criminosas, é preciso lutar pelo fim desse aparato repressivo e organizar a defesa de quem sofre. Chorar e conciliar com nossos carrascos não leva a lugar nenhum, tampouco se ilude que as coisas mudam apenas com o voto. Vamos à luta!


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Os demais candidatos: Orlando Silva (PCdoB), Joice Hasselman (PSL), Celso Russomanno (Republicanos), Arthur do Val (Patriota), Jilmar Tatto (PT), Levy Fidelix (PRTB) e Vera Lúcia (PSTU) não responderam aos pedidos de entrevista.


Selecionamos as principais propostas no site dos candidatos:


Celso Russomanno - Republicanos - 10

Vice: Marcos da Costa


Não há menção no site ao funk. Na parte de cultura, existe a seguinte proposta.


"Na área cultural, Russomanno diz querer transformar a cidade em "um centro de produção de audiovisual, aumentando o número de produções de cinema, TV, streaming e outras mídias para 2.000 produções ao ano" até 2024. Ele também fala em assinar "convênios com grandes produtoras de séries, filmes e estúdios (em especial de Hollywood) para gravações na cidade de São Paulo". O candidato pretende instalar "oficinas de música, cineclubes e teatros nos espaços públicos mantidos pelo município, principalmente nas escolas municipais de ensino fundamental da cidade". A ideia é que no primeiro ano, 10% das escolas municipais irão ter espaços culturais. O número, promete, chegaria a 30% até 2024. Russomanno também prevê a criação de concursos de decoração para a cidade para datas comemorativas. "Organizar concursos regionais de decorações e promoções, em parceria com as associações comerciais e associações de shoppings, nas principais datas de eventos comerciais da cidade: Dia dos Pais, Dia das Mães, Dia dos Namorados, Páscoa, Natal etc.".



Jilmar Tatto - PT - 13

Vice: Zarattini


No plano de governo, o movimento funk aparece em duas frentes: propostas à cultura e propostas a população protegida. Na cultura, o plano cita dezenas de projetos, listamos os principais: Destinar 3% do orçamento do município para a Secretaria Municipal de Cultura; Criar 5 Centros de Formação Cultural e 16 novas Casas de Cultura multilinguagens na cidade; Instituir o Banco Cultura Social, para oferecer crédito a pequenos negócios da área da cultura; Monitorar o Sistema Municipal de Cultura; Reforçar e investir nos valores da cultura negra e afro-brasileira, Fortalecer a estrutura do Movimento Hip Hop (5 Casas de Hip Hop, Lei 16.561/16), Território Hip Hop (vocacional e Mês Hip Hop, Lei Municipal 14.485/07), reforçando os valores culturais da cidade; Abrir equipamentos municipais de cultura à produção cultural da comunidade LGBTQIA; Grafitti SP: promoção e difusão do grafite em diversas partes da cidade, como ação artística e cultural; Realizar Manifestas Periféricas: espaços de encontros de jovens e simpatizantes dos ritmos criados na periferia, em diálogo permanente com a comunidade local de Funk, Slam, Saraus, Rock, Reggae, Tecno, Drumbass, Batalhas de MCs, Batalha Breaking, Batalha Beatbox, Danças de Salão e Forró; Criar a Semana da Cultura Periférica ; Usar os equipamentos dos CEUs como “fábricas de cultura”, com atividades culturais e de lazer para crianças e jovens.


Na área de população protegida, Tatto propõe usar centros olímpicos para realizar eventos relacionados a cultura jovem como 'shows de rap e funk'.


Orlando Silva - PCdoB - 65

Vice: Enfermeira Andrea


São diversas as propostas no plano de governo do candidato. Dentre as dezenas envolvendo a cultura, está a criação de um orçamento para culturas afro-brasileiras, onde está incluído o funk. Existe também a proposta de aumentar o valor de programas como VAI e de projetos culturais periféricos. Outra proposta é rever o formato da Virada Cultural e também ampliar o orçamento da secretaria de cultura.


Levy Fidelix - PRTB - 28

Não existe programa de governo no site do candidato.


Arthur do Val - Patriota -51, Joice Hasselmann - PSL - 17 e Vera Lúcia - PSTU - 16:

Candidato não possui site próprio. Não encontramos um programa de governo.



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